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NA ROTA DO TURISMO PALEONTOLÓGICO

O turismo no Rio Grande do Sul oferece praias, serra, região das Missões, natureza com cascatas, cânions e mata, vinhedos, gastronomia e dinossauros. O Estado é um dos pontos onde se pesquisa o nascimento dessas criaturas tão presentes no imaginário popular, junto com Argentina e Madagascar. A discussão sobre o berço dos dinossauros se deu a partir da descoberta do fóssil do Estauricossauro (Staurikosaurus pricei), em 1936, em Santa Maria, um dos mais primitivos da espécie. Esse registro é da época do Triássico médio, há cerca de 230 milhões de anos, período anterior ao tão famoso Jurássico. Além de dinossauros, árvores petrificadas na cidade de Mata fazem do RS uma atrativa rota de turismo paleontológico urbano e rural.

O RS tem bons registros dos períodos Permiano (290 milhões de anos), Triássico, Jurássico (199 milhões) e Pleistoceno (2 milhões), todos nas coleções científicas do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT). A Coleção de Fósseis do Setor de Paleontologia conta com mais de 8 mil espécimes, sendo 4 mil vertebrados, a maioria do Triássico. Grande parte do material é destinada a pesquisas e uso dos estudantes de graduação e pós-graduação. No entanto, o público em geral pode visitar alguns exemplares na área de exposição do museu, com réplicas e fósseis de vegetais e de animais, como a preguiça-gigante e o prestossauro, um grande predador do passado. Além disso, um diorama representa as camadas geológicas e exemplares de troncos fossilizados, onde os anéis de crescimento das árvores petrificadas mostram a sua idade.

Espécies primitivas

O material do Saturnalia tupiniquim, um dos mais antigos dinossauros encontrados, também está tombado no MCT. A espécie muito primitiva viveu no final do período Triássico e foi descoberta nas cercanias de Santa Maria no final da década de 1990. Pesquisas mostram que era um animal onívoro, caçador de pequenas presas e razoavelmente inteligente. “Sabemos que os dinossauros tiveram uma diversificação muito rápida no planeta. E quando falo em planeta, visualizamos a parte sul do grande continente, que seria correspondente a RS, Argentina e Madagascar.

Na época do Triássico, o mundo era um continente só. Em algum desses lugares eles apareceram primeiro. Por isso se faz escavações, para achar animais mais primitivos que os encontrados até agora e que contem melhor a história de seu surgimento”, comenta o curador Brandalise. O museu desempenha papel fundamental no resguardo do material cientifico e de patrimônio cultural, possibilitando que estudos sejam realizados no Estado e no País, sem que haja a necessidade de pesquisadores buscarem material brasileiro em terras internacionais. “As pessoas têm direito de ver o passado, o processo de evolução e as evidências de que a vida já foi diferente. Em países como EUA e Inglaterra, os fósseis são uma grande entrada para que crianças em fase escolar se interessem por ciência. Lá isso é uma cultura, e a ciência é importante para uma série de questões de vivência social. No museu é possível ver e até tocar, como no caso da madeira fóssil”, garante Brandalise.

O Triássico

http://conteudo.pucrs.br/wp-content/uploads/sites/136/2018/04/186Ci%C3%AAnciaFoto2P%C3%A1gs.22a25_dicinodonte.png

O período Triássico é representado no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS por fósseis de diversos animais, normalmente encontrados no eixo da rota paleontológica, que vai do município de Venâncio Aires, na região dos Vales do Rio Pardo e Taquari, até Mata, na zona central do Estado, cidade onde as árvores viraram pedra. “Temos a intenção de colocar uma réplica do dinossauro Saturnalia tupiniquim na exposição, só dependemos do paleontólogo Max Langer, que encontrou o fóssil, finalizar suas pesquisas e entregar o material ao MCT”, revela Marco Brandalise, curador da Coleção de Fósseis.

Veja alguns exemplos de materiais presentes na coleção:

Dicinodontes: estão na linha de sucessão da evolução que leva aos mamíferos (foto).

Cinodontes: de linhagem herbívora e carnívora, tinha fisionomia semelhante a um cachorro.

Prestosuchus: parecido com um jacaré, era mais alto e um dos grandes predadores da época. A Coleção de Fósseis do MCT possuiu uma vértebra que pertence a esse grupo, de um animal de cerca de sete metros. Na área de exposição há um quadril articulado de um animal menor, de cerca de três metros.

Rincossauros: parentes muito distantes dos dinossauros e crocodilos, lembram um papagaio pelo bico, mas não têm nenhuma relação. “Isso exemplifica a convergência evolutiva, quando duas linhagens que não são próximas desenvolvem características semelhantes, nesse caso, para comer vegetais duros”, explica o curador.

Barberenasuchus: já foi considerado crocodilo e hoje é talvez um primo dos dinossauros.

Proterocampsído: também parecido com crocodilo, é mais um exemplo da convergência evolutiva por não ter relação com a espécie.

Aetossauro: primo dos crocodilos, é uma versão réptil do tatu, outro exemplo da convergência evolutiva.

Pleistoceno

Como representação do Pleistoceno, o MCT conta com o crânio original e a mandíbula de uma preguiça-gigante – a grande estrela do período e que pode ser visitada na área de exposição –, chifres de cervídeo, mandíbula de toxodonte, escudos de tatu-gigante, fósseis de crocodilo, camelídeo, alpaca e porco-do-mato, dentre outros. “Muito do material que temos nas coleções é trazido por nossos estudantes quando vão a campo”, diz Brandalise.

Atrativo turístico

186Ciência(Foto4Págs.22a25_arvore_pretrificada)O professor da Escola de Negócios da PUCRS e diretor de Turismo da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do RS, Abdon Barretto Filho, vê a paleontologia como atrativo turístico para o Estado, podendo trazer pessoas do mundo todo movidas pela curiosidade. Ele trabalha com a temática desde o início da década de 1980, quando organizava excursões turísticas ao que considera o primeiro sítio paleobotânico do Brasil, a cidade de Mata. “Esse fenômeno das árvores petrificadas mostra a importância da ciência em diversas áreas, inclusive no turismo. Ao vermos troncos de 40 metros que se transformaram em pedra, começamos a entender o processo de evolução e a valorizar essa dádiva da natureza”, afirma. Na foto ao lado, tronco de árvore petrificada, vinda de Mata, fica em frente ao museu.

O economista, especialista em Marketing e mestre em Comunicação criou em dupla com o artista gráfico Byrata, o personagem Dinotchê, defensor do meio ambiente e garoto propaganda do turismo paleontológico no RS. Em Santa Maria, montou o espaço temático de mesmo nome, com um pequeno histórico do período Triássico para popularizar o tema. “Aí entrou o marketing turístico e comecei a ir pelo lado do imaginário para valorizar as nossas riquezas fósseis”, conta. Hoje o local está fechado, mas Barretto Filho continua promovendo o turismo paleontológico rural e urbano. “O Museu da PUCRS é talvez o maior expoente da temática no Estado. Acredito que o turismo paleontológico urbano poderia ter um destaque ainda maior. É só ver os outros museus do mundo que exploram o tema, como o de História Natural de Nova York”, avalia.

Dinotchê

dinotecheCom o personagem Dinotchê, Abdon Barretto Filho criou peça de teatro, músicas, revista em quadrinhos, livro de história infantil, roteiro de filme e um game de realidade virtual. Para estes dois últimos projetos, o professor busca parceiros para finalizar e colocar em prática. Desenvolveu Maria. “Tudo para promover nossas riquezas fósseis”, diz. Saiba mais em http://bit.ly/2CVX0jP.

também um programete veiculado no SBT de Santa

 
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